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terça-feira, 24 de setembro de 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

segunda-feira, 4 de março de 2019

Sobre Todas as Coisas


Parece que estamos todos à beira de um ataque de nervos.
Acordamos cansados.
Dormimos exaustos.
Sentimos a vida nas veias e nelas pulsam
 uma apressada pressão sobre todas as coisas.
Sentimos uma angústia coletiva.
Buscamos atividades relaxantes, mas estimamos aquilo 
que nos estressa e não conseguimos mudar.
Os tempos modernos nos trouxeram muitas coisas boas, avanços bem-vindos; contudo, uma fraca nobreza 
da palavra dada, do respeito mútuo, do fio do bigode válido.
Há burocracia para tudo.
Afeto virou palavra de luxo, educação se tornou elogio
 e interação se fez exceção à regra.
A regra virou o velho ditado de 
"Olho por olho, dente por dente".
Presumo que, em breve, estaremos todos cegos e banguelas. 

Cláudia Dornelles

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Eu respondo, mas, também, silencio.


 [...] 
Quando ignoro, não sofro. 
Quando não sofro, fico indiferente. 
Quando indiferente, perco o interesse. 

Cláudia Dornelles

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Amizade é generosidade não é posse.


Menos ainda teoria acadêmica.
Amigo não faz curso de bom coração.
Ou é ou não é. 
E ponto!

Cláudia Dornelles

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Autopreservação.


Não estou, no momento, disposta a abraçar espinhos. 
Daqui por diante padeço
 de uma necessária fonte de autopreservação. 
Troquei as rosas pelas margaridas.
 Duram mais, significam alegria e não têm espinhos. 
Já investi muitíssimo. 
Agora, decidi que não quero educar adultos. 
Para mim só relações igualitárias
 de troca e afetividade mútua.

Cláudia Dornelles

terça-feira, 20 de junho de 2017

Felizes daqueles que se deixam em paz!


Quem nunca ouviu ou disse a frase corriqueira
"me deixa em paz!"?
Difícil responder "eu nunca". Quem nunca?
Entretanto, a cada dia mais 
pessoas não se permitem um dia, 
um momento sequer, de contemplação.
Cada vez mais somos acometidos
de uma espécie de sentimento de urgência. 
E para tudo.
Mesmo as férias tão esperadas levam um tempo, 
talvez alguns dias, para serem assimiladas.
Tudo tem de estar em movimento, o tempo todo.
Nós e tudo à nossa volta precisa estar em ebulição.
Precisa mesmo?
Por que? Melhor, para quê?
Que tendência destrutiva é essa, dos tempos modernos,
que não permite a paz? 
Por que não nos deixamos em paz?
Atualmente a frase que mais estimo é esta:
felizes os que SE deixam em paz.
Tenho buscado fazê-la concreta e diariamente.
E você, a quantas anda
sua sensação de urgência interna?
Há quanto tempo não SE deixa em paz?

Cláudia Dornelles

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O mundo já é tão desafiador e competitivo.


Tudo já é tão superlativo para que maremotos
sejam feitos em gotas d'água que, honestamente,
não precisa de mais a sua contribuição.
Antes de reagir, pense nisso!!

Cláudia Dornelles

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Suportar nada mais é que dar suporte.



Suportar algo ou alguém pode ser 
a resiliência do afeto posto em prática.


 Cláudia Dornelles 

Equilibrada, eu?


Hoje, não. Obrigada.
Ser uma sobrevivente das emoções 
já me toma muito tempo.

Cláudia Dornelles

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Nos últimos (todos) anos vividos eu aprendi uma única lição:


Ainda não tenho conhecimento sobre nada.
Anos não significam sabedoria.
Sabedoria é saber-se e perceber-se como principiante. 
Sempre.

Cláudia Dornelles

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Que sentido?


A gente tem a terrível educação que nos inclina
a achar que tudo deve fazer sentido. 
Que sentido? Para quem? Sentir sem ter tido? 
Sentir para ter? Sentir porque teve?
De qual sentido se trata esse a que estamos 
subordinados sem nenhuma cláusula de desistência?
Dias e noites insones buscando sentido para isso e aquilo.
Viver ultrapassa qualquer entendimento,
alguém já bem disse. 
O único sentido que faz algum sentido é sentir. 
E sentir não é uma questão de explicação, é de sentido.
Nossos sentidos.
Do primeiro ao sexto, apenas esses sentidos contam. 
De resto, o que fazemos é conjectura, 
na infinita necessidade de termos certezas 
de que estamos certos. 
Para que mesmo?

Cláudia Dornelles

Falam do amor de forma estranha.


Tratam como enfermidade.
Amor dói, tira o ar, te deixa sem chão. 
Ora, amor é paz, equilíbrio, serenidade.
 Coisa estranha essa coisa de “enfermizar” o amor. 
Quer fortes emoções, então pule de paraquedas,
 brinque na montanha russa e seja feliz. 
Amor não é pão nem circo. 
Amor é quietude com a sensação
 de que não está se perdendo nada, está tudo ali.

Cláudia Dornelles

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um bom controle sobre suas emoções é...

Não acreditar em injustiça divina. 


É se aquietar e saber que:
"o que vem para mim é meu."

Cláudia Dornelles

Morro de medo de quem alardeia seu caráter...

A custa do uso da verdade, no estilo "doa a quem doer". 


A verdade, muitas vezes, 
é o nome que se dá
à tentativa de esconder os baixos instintos, 
as ofensas e a irresponsabilidade de dizer 
o que vier à cabeça.
Como se fossem liberadas
todas as opiniões desrespeitosas 
acerca de algo ou de alguém. 
A verdade nunca tem conteúdo de desrespeito, 
ofensa, falta de integridade.
Pelo contrário, 
a verdade 
é amiga da responsabilidade pessoal, 
social e moral de tudo aquilo
que se diz em nome dela.

Cláudia Dornelles

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Porque amigo é isso.



É amparo. 
Amigo é colo, é café quente. 
É revista atualizada, é bolo de chocolate. 
É abraço longo e demorado. 
É planta cheia de viço, é brisa de um mar gostoso.
Amigo é uma onda leve.


Cláudia Dornelles

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

domingo, 14 de agosto de 2016

Não acaricie demais suas carências.


Não adule seus problemas.
Não faça cafuné nas suas coitadices.
Você pode estar arranjando tarefa a ser cumprida
 pro resto da vida!

 Cláudia Dornelles