terça-feira, 3 de outubro de 2017

Autopreservação.


Não estou, no momento, disposta a abraçar espinhos. 
Daqui por diante padeço
 de uma necessária fonte de autopreservação. 
Troquei as rosas pelas margaridas.
 Duram mais, significam alegria e não têm espinhos. 
Já investi muitíssimo. 
Agora, decidi que não quero educar adultos. 
Para mim só relações igualitárias
 de troca e afetividade mútua.

Cláudia Dornelles

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