Rousseau (filósofo iluminista)
possuía uma das mais belas retóricas
em favor da sociedade e do indivíduo,
venerado na elite parisiense por suas ideias,
sua produção intelectual encanta o mundo até hoje,
e inspira mentes em frases fragmentadas.
Contudo, sua vida era pouco congruente
com seu discurso libertador, igualitário e moral.
Viveu sua juventude e parte da vida adulta
como amante e gigolô, pouco amadurecido emocionalmente,
nunca assumiu responsabilidade com Therese Levasseur,
com quem viveu em concubinato,
e com quem teve cinco filhos,
os quais abandonou num orfanato.
Ironicamente mais tarde, escreve o livro “Emílio”,
obra que ensina como se deve educar uma criança.
Vivendo de favor em Ermenonville,
morre solitário e esquecido aos 66 anos de idade.
Tal fato, é mera ilustração, para lembrar que
em nossa vida o melhor testemunho sobre nós
, ainda é o produto de nossa ação.
O grau de felicidade que atingimos é determinado
pelo bem ou mal que praticamos,
o resto é status passageiro, vaidade inútil e ego desmedido.
Dulci Rodrigues