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sábado, 8 de março de 2014

Tudo que vicia começa com C.

 

"Por alguma razão que ainda desconheço,
minha mente foi tomada por uma ideia
 um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade.
Pensei, pensei e, de repente, um insight:
tudo que vicia começa com a letra C!
De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões,
 percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro
que causa mais dependência que muita droga pesada.
Cigarro vicia e começa com a letra c.
Depois, lembrei das drogas pesadas:
 cocaína, crack e maconha.
Vale lembrar que maconha é apenas o apelido
da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça,
 a cerveja e o café.
Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café
mas não deixam de tomar seu chimarrão que também
 - adivinha - começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão,
cheguei à resposta da questão que por anos
 atormentou minha vida:
 por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não?
 Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos,
 deveria haver alguma explicação para este fenômeno.
Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta.
É que a Coca tem dois cês no nome
enquanto a Pepsi não tem nenhum.
 Impressionante, hein?
 E o computador e o chocolate?
Estes dispensam comentários.
 Os vícios alimentares conhecemos aos montes,
 principalmente daqueles alimentos
carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio.
 E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência.
 Recentemente, testemunhei a popularização
de uma droga musical chamada "créeeeeeu".
Ficou todo o mundo viciadinho,
 principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando:
 sexo vicia e não começa com a letra C.
 Pois você está redondamente enganado.
 Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente
 a conformação orgânica que permite distinguir
 o homem da mulher.
O que vicia é o "ato sexual",
 e este é denominado coito. Pois é.
Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê.
Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia.
 Se fosse assim, estaríamos salvos
pois a humanidade seria viciada em Cultura..."
De: - LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Fobias...


Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler.

Existem as conhecidas claustrofobia 
(medo de lugares fechados),
 agorafobia (medo de espaços abertos), 
acrofobia (medo de altura)
 e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos),
iatrofobia (medo de médicos) 
e até a treiskaidekafobia (medo do número 13),
 mas o pânico de estar, por exemplo,
 num quarto de hotel, com insônia, 
sem nada para ler não sei que nome tem.
É uma das minhas neuroses.
 [...]
Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos
e deixam uma Bíblia no quarto,
 e ela tem sido a minha salvação,
 embora não no modo pretendido.
Nada como um best-seller numa hora dessas.
A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia:
 enredo fantástico, grandes personagens, romance, 
sexo em todas as suas formas,
ação, paixão, violência, – e uma mensagem positiva.
Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo,
“O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías”
 e “João” pela força dramática,
mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
[...]

(texto de Luís Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 23 de março de 2012

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma pessoa é uma coisa muito complicada.


Mais complicada que uma pessoa, só duas. 
Três, então, é uma caos, 
quando não é um drama passional. 
Mas as pessoas só se definem 
no seu relacionamento com outras. 
Ninguém é o que pensa que é, 
muito menos o que diz que é (...) 

Ou seja,

NINGUÉM É NADA SOZINHO, 

somos o nosso comportamento com o outro. 

Luis Fernando Veríssimo