Não podemos abafar a nossa essência,
que é a pureza de coração.
Precisamos nos lembrar, sempre, da nossa criança.
Ela ainda vive em nosso interior,
basta olharmos para dentro.
E reavivar a espontaneidade, a ingenuidade
e a leveza que ela nos trás.
Se formos puramente adultos, não seremos felizes.
Se nos tornarmos tão somente pessoas responsáveis, corretas e sérias
Sufocaremos a alegria de viver
E a coisa toda não terá mais graça alguma.
Não podemos, definitivamente,
ficar restritos aos “valores do mundo”.
Precisamos dar espaço, também, aos “valores da alma”.
Que estão intimamente ligados à nossa criança
Pura, saudável, brincalhona.
E, sobretudo, confiante no processo da vida.
Ela não se preocupa com o que aconteceu
Nem com o que está por vir.
Ela não fica pensando no que falta,
nos perigos e nas mazelas do mundo
Nem com o que os outros vão pensar.
Ela só quer aproveitar o momento ao máximo
E realmente se divertir.
Já os adultos que esqueceram da sua criança
são muito chatos
Sem graça, metódicos, temerosos, materialistas
e, muitas vezes, maliciosos.
Vivem correndo atrás de convenções sociais e culturais
Que nem sequer entendem, ou questionam.
Eles não tem tempo para curtir e para saborear a vida.
Para sobrevivermos dignamente nesse mundão de Deus.
Precisamos manter, minimamente que seja,
a expressão natural dos sentimentos.
A comunicação espontânea, a livre manifestação.
Precisamos, periodicamente, faxinar o nosso coração.
Esvaziá-lo de todos os lixos emocionais acumulados.
Mandar embora as mágoas, as frustrações,
as tristezas, as “adultices”.
Para sobrar lugar para a simplicidade,
Para podemos voltar a brincar.
E para termos uma emoção saudável, autêntica e leve.
Deixando a nossa alma se manifestar
Em toda a sua grandeza
Em toda a sua pureza
E em toda a sua luz!
Susiane Canal
