Que o mar esteja sempre azul,
que o céu seja farto de estrelas,
que o vinho nunca seja proibido,
que o amor seja respeitado em todas as suas formas,
que nossos sentimentos não sejam em vão,
que saibamos apreciar o belo,
que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis,
que leiamos muitos livros,
que escutemos muita música,
que amemos de corpo e alma,
que sejamos mais práticos do que teóricos,
mais fáceis do que difíceis,
mais saudáveis do que neurastênicos,
e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade,
que designa apenas o conforto de estar onde se está,
de ser o que se é e de não ter medo,
já que o medo infecciona a mente.
Martha Medeiros

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