Crianças que cresceram mais em estatura
do que emocionalmente.
Somos crianças que choram escondidas no banheiro,
que tomam atitudes insensatas,
que dizem o que não deveriam ter dito
e que nos momentos de desespero,
gostariam de chamar um "adulto"
para resolver a encrenca no nosso lugar.
Então a gente presta atenção em volta,
imita nossos pais e amigos,
se apega a um roteiro conhecido, faz certo teatro,
tudo para que não percebam que, em silêncio e na solidão,
somos apenas crianças grandes.
Martha Medeiros

Nenhum comentário:
Postar um comentário