sábado, 12 de outubro de 2019

No fundo acredito que somos, todos nós...

Crianças que cresceram mais em estatura
 do que emocionalmente. 



Somos crianças que choram escondidas no banheiro,
 que tomam atitudes insensatas, 
que dizem o que não deveriam ter dito
 e que nos momentos de desespero,
 gostariam de chamar um "adulto"
 para resolver a encrenca no nosso lugar. 
Então a gente presta atenção em volta,
 imita nossos pais e amigos,
 se apega a um roteiro conhecido, faz certo teatro,
 tudo para que não percebam que, em silêncio e na solidão, 
somos apenas crianças grandes.


 Martha Medeiros

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