Com ela, eu soube o que é viver o caos,
o drama, o luto.
Habitei, por um longo período,
em cada um deles até amortecerem.
Só eu sei. Só.
A vida não espera.
Mais do que ninguém eu carecia de um novo fôlego,
de gentilezas, de abraços apertados,
de palavras bonitas, de sentires bonitos,
de verdades e de alguma certeza
que me fizesse continuar.
De mim.
Quero aquilo que revela minha sensibilidade,
que serena minhas inquietudes,
que consagra a dimensão do instante-já.
Quero aquilo que existe, que é palpável,
que me aquece as mãos, os braços e o coração.
Quero lançar meus cinco sentidos para o lado
que descortina minhas esperanças,
que sossega os meus medos.
Quero o compasso que desata os nós,
quero a calmaria batendo na minha porta de novo.
E por tanto querer e querer e querer,
passei a vestir-me de doçuras.
Consertei-me por dentro.
Refiz minhas forças e me inaugurei.
Amanheci. Outra.

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