domingo, 23 de novembro de 2014

Eu e esse meu lado positivo de enxergar as coisas.


Desde pequena sou assim, quem me conhece sabe. 
É claro que murmuro, que canso
 e que a esperança arruma as coisas numa mala
 e ameaça ir embora.
 Mas fiquei fascinada quando li pela primeira vez
 a definição de fé segundo Paulo: 
'Fé é crer nas coisas que não se vê, 
mas que se tem certeza que existem'. 
Ali descobri com o coração contente:
 eu sempre fui cheia de fé!
 Quando falo de agradecer até mesmo
 em tempos ruins (principalmente neles), 
quando digo que a vida é uma infinidade de dádivas
 e que devemos celebrá-la a cada sopro, 
não é porque quero que pense que sou espetacular,
 é porque quero que você acredite também, 
que desfrute do dom maravilhoso de crer. 
Falo porque também tantas vezes preciso ouvir,
 pra convencer a esperança a não partir,
 pra confortar meu coração 
quando é esmagado por mãos impiedosas. 
Falo porque preciso da fé para viver, para não desabar, 
para não abrir a porta para as desistências
 quando batem tão insistentemente a me ensurdecer. 
Falo porque a fé me salva todos os dias, 
e proclamá-la é a forma que encontrei de mantê-la
 ou trazê-la de volta, quando falho,
 pra juntinho de mim.

Rachel Carvalho

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