quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não se enganem comigo.



Estou longe de ser a pessoa boazinha.
Pensa em uma mulher brava. Pensou? Então, sou eu.
Não sei segurar nó na garganta.
Desentalo, falo,... grito, esperneio.
Bato o pé quando estou com a verdade
(e não me venham com esse papo
que cada um carrega suas verdades).
 E confesso; sei ferir. Mas também sei ser justa.
 Sou sempre a primeira da fila a pedir desculpas,
reconhecer meus erros. Pesar. Pensar. Perdoar.
 Aprendi que nada é pior que a arrogância,
 e isso minha alma não sabe carregar.
Mágoa, ela até carrega um pouco,
mas com o tempo elas sempre somem
na poeira das estradas que percorro.
E agradeço a Deus por isso.
Só não sei calar, isso a vida ainda não me ensinou.
 Mas não dizem que aqui é uma escola? Então.
 Ainda há tanto a aprender...
O bom é saber que estou sempre atenta
 às próximas lições.
 Saber que estou a caminho de algum lugar,
 mais próximo de quem espero me tornar.
É Vida que segue.
 

 Virgínia Mello

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