Estou longe de ser a pessoa boazinha.
Pensa em uma mulher brava. Pensou? Então, sou eu.
Não sei segurar nó na garganta.
Desentalo, falo,... grito, esperneio.
Desentalo, falo,... grito, esperneio.
Bato o pé quando estou com a verdade
(e não me venham com esse papo
que cada um carrega suas verdades).
E confesso; sei ferir. Mas também sei ser justa.
Sou sempre a primeira da fila a pedir desculpas,
reconhecer meus erros. Pesar. Pensar. Perdoar.
Aprendi que nada é pior que a arrogância,
e isso minha alma não sabe carregar.
Mágoa, ela até carrega um pouco,
mas com o tempo elas sempre somem
na poeira das estradas que percorro.
E agradeço a Deus por isso.
Só não sei calar, isso a vida ainda não me ensinou.
Mas não dizem que aqui é uma escola? Então.
Ainda há tanto a aprender...
O bom é saber que estou sempre atenta
às próximas lições.
Saber que estou a caminho de algum lugar,
mais próximo de quem espero me tornar.
É Vida que segue.
Virgínia Mello
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