Podíamos sair, abraçar os nossos, beber um café,
cheirar uma flor ou cumprimentar quem passava a pé.
Éramos felizes e não sabíamos.
Trabalhávamos, tínhamos planos,
não havia distância ou isolamento social.
Apenas a ditadura do tempo autoimposta.
Agora vivemos no medo, desconfiamos de quem passa,
criticamos, julgamos, esperamos resposta.
Éramos felizes e não sabíamos.
Quando tudo passar, como será?
Continuaremos a desvalorizar a felicidade?
Será que ainda somos felizes e não sabemos?
Elsa Ribeiro Gonçalves

Nenhum comentário:
Postar um comentário