segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Todo mundo me vê...


Mas na realidade os que me notam 
para além de olhares vagos são tão poucos...
 não sou de fácil conversa, preciso reconhecer profundidade 
e se é naquele contexto que me encaixo; 
muitas vezes eu me desdobro para estar em paz comigo,
 passo por cima das minhas imperfeições e medos; 
desisto para não me machucar mais do que penso suportar;
 insisto quando acho que vale a pena 
- mesmo que seja para sentir na pele e na alma
 todas as dores do mundo;
tento me socializar; para não fazer o antiquado o anti-social,
 mas a verdade é que eu não sou desse tipo
 que é aceito em todos os lugares,
 que é visto com bons olhos, 
que é do tipo que todos idealizam; 
eu me sinto invadido com tão pouco
 e desapareço em questão de segundos se necessário; 
sou altamente intuitivo e se o clima estiver pesado,
 sinto tudo bem antes, 
através de avisos que considero Divinais;
 eu sou tão pequeno tem horas,
 mas consigo ser tão grande em alguns segundos... 
não sou mais um dos que vivem 
na gaiola dos pensamentos arcaicos, 
vivo e transmuto entre a realidade 
e o que chamam de universo paralelo, 
para mim amor nunca acaba, o que acaba é a compatibilidade;
 mas o sentimento fica e não me importo com as aparências,
 me importo com alma, 
com quem sabe reconhecer preciosidade
 dentro da fragilidade alheia,
 quem consegue ser sagrado sem atuar, 
quem na verdade é e só é porque nunca deixou de ser 
(aquele que o coração disse que deveria ser). 
E talvez seja por isso que além de exclamações e achismos,
 também sou feito de reticências... continuações....

Vitor Ávila

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