Não é qualidade nem defeito, é uma característica.
A minha intensidade não pode ser detida, mas canalizada.
Eu posso amar com a profundeza do absurdo
sem sufocar o Outro.
Eu posso rejeitar com todo o meu ser sem ferir.
Eu posso estar totalmente junto sem tentar controlar,
me apropriar, invadir.
Eu posso exercer a minha intensidade de maneira assertiva
quando identifico que ela é apenas minha maneira de sentir.
Ela pode assustar, ela pode atrair,
mas tenho o cuidado de me deixar esparramar
e ser penetrada com delicadeza.
Pois a minha intensidade pode ter ardência com leveza.
Eu não preciso negligenciá-la
se ela respeita espaços que não são meus.
Eu não preciso tentar abafa-la
se a uso para criar Belezas
ou entrar em contato com o que quer que seja.
A minha intensidade quando é um problema meu,
vira solução.
Então assumo as consequências
de cada pulsação intensa do meu coração.
Marla de Queiroz

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