Risos demais, abraços, confidências,
tudo sem a menor intimidade.
Não gosto.
Não tenho mais saco nem tempo para social-grátis.
Não tenho a menor paciência para fingimentos.
Não consigo, me consome, me sinto presa.
Bom mesmo é sorrir com vontade,
ficar de cara fechada com vontade,
fazer tudo com vontade.
Porque sem vontade já basta a quantidade
de obrigações diárias que a gente tem.
Clarissa Corrêa

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