sexta-feira, 3 de março de 2017

Ainda que tenhamos, todos...

Um estado de espírito predominante
e um estilo de vida que dá pistas sobre o que nos é caro, 
a verdade é que nada nos define integralmente.


Podemos ser uma coisa, e outra, e mais outra,
inclusive coisas que se contradizem 
(te amo, mas preciso ficar sozinho) 
e não há nada de frívolo nisso.
Ao contrário, as pessoas verdadeiramente maduras 
são as que não se sentem inseguras com suas contradições
e conseguem extrair delas uma sabedoria que lhes sustenta. 
A comissão julgadora fica meio perdida. 
Que nota essa criatura dual merece? 
Sugiro: zero em harmonia, 10 em evolução.

Martha Medeiros

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