Um estado de espírito predominante
e um estilo de vida que dá pistas sobre o que nos é caro,
a verdade é que nada nos define integralmente.
Podemos ser uma coisa, e outra, e mais outra,
inclusive coisas que se contradizem
(te amo, mas preciso ficar sozinho)
e não há nada de frívolo nisso.
Ao contrário, as pessoas verdadeiramente maduras
são as que não se sentem inseguras com suas contradições
e conseguem extrair delas uma sabedoria que lhes sustenta.
A comissão julgadora fica meio perdida.
Que nota essa criatura dual merece?
Sugiro: zero em harmonia, 10 em evolução.
Martha Medeiros

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