Com quem me obriga
a usar palavras em excesso para ser compreendida.
Não tenho mais energia para o rapapé, para o rococó,
para o servilismo cortês, para o mise-en-scène* social.
Não tenho motivo para ser quem não sou,
para adaptações de última hora,
para adequações tiradas da manga.
Não quero mais frequentar estranhos,
em cujas piadas não vejo a mínima graça.

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