Em outros um cafuné cai bem.
Só a gente sabe as carências que tem.
Às vezes não queremos toque,
apenas alguém que se importe.
Um ouvido, um abraço, uma palavra amiga.
Em outras ocasiões precisamos de um gesto firme,
opiniões sinceras, puxões de orelha.
Tudo depende da hora.
Nem sempre tais vontades são supridas.
E seguimos do mesmo jeito.
Pois, o que nos transforma não é a doçura da vida,
mas a forma como a gente encara os "nãos".
Noemi Prates

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