algo charmoso na altura do ombro.
Nunca fiz, mas acho que realmente
dá um toque de personalidade ao portador.
Quanto a cobrir o corpo inteiro
ou parte dele com dragões, caveiras
e aparentados de Freddy Kruger,
acho meio decadente.
E feio.
Mas não é da minha conta.
Também não é da minha conta as tatuagens feitas
com o nome do amado em locais simbólicos,
como no lado esquerdo do peito, pertinho do coração,
ou nas áreas mais recreativas do corpo.
É uma prova irrefutável de romantismo.
Eu diria até de inocência,
já que a criatura está tão apaixonada
que esqueceu que existe o dia de amanhã.
já que a criatura está tão apaixonada
que esqueceu que existe o dia de amanhã.
Winona Forever foi o que o ator Jhonny Depp
tatuou anos atrás, creio que no braço,
para deixar bem claro o que sentia
pela namorada Winona Ryder.
O forever durou uns poucos anos e puf: adeus, amor.
Hoje Winona não tem tido tempo pra namorar,
de tão enrolada que anda com a justiça americana,
e Jhonny Depp tem frequentado outros corações.
Não há notícia de que tenham se tornado
nem mesmo bons amigos.
Angelina Jolie também tatuou o nome do marido
em algum lugar daquele corpaço.
O marido, que era para ser tão duradouro
quanto a tatuagem, acaba de dançar.
Angelina está solteira de novo,
disponível para mais um amor eterno enquanto dure.
Tatuagens definitivas costumas ser
mais definitivas do que uma grande paixão.
Quando a gente está apaixonado,
não tolera ouvir isso, mas a vida é cruel, jovens:
o amor acaba e a tatuagem não acaba.
As pessoas se divorciam entre si,
mas ninguém se divorcia do próprio corpo.
Portanto, é mil vezes preferível tatuar o nome da mãe.
Ou do nosso time.
Ou do nosso cão.
Ou do nosso cão.
De qualquer coisa em que ainda se possa
apostar na fidelidade vitalícia.
Já é duro tirar alguém do pensamento,
imagine tirar da própria pele.
Pra minimizar os riscos,
eu tatuaria Forever Myself.
eu tatuaria Forever Myself.
E torceria para que esse amor, sim, não acabasse nunca.
Martha Medeiros

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