sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pessoas vão embora de todas as formas:


Vão embora da nossa vida, do nosso coração,
 do nosso abraço, da nossa amizade, 
da nossa admiração, do nosso país. 
E, muitas a quem dedicamos 
um profundo amor, morrem. 
E continuam imortais dentro da gente. 
A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade… 
Depois nos dá aceitação, ameniza a falta
 trazendo apenas a lembrança 
que não machuca mais: uma frase engraçada,
 uma filosofia de vida, um jeito tão característico, 
aquela peculiaridade da pessoa.

Mas pessoas vão embora. As coisas acabam.
 Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, 
adeuses começam a fazer sentido. 
E se a gente sente com estas idas e também vindas,
 é porque estamos vivos.

Cuidemos deste agora.
 Muitos já se foram para nos ensinar que a vida
 é só um bocado de momento que pode durar 
cem anos ou cinco minutos. 
E não importa quanto tempo você teve 
para amar alguém, mas o amor
 que você investiu durante aquele tempo.

Segundos podem ser eternidades… ou não. 
Depende da ocasião.

Marla de Queiroz

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