quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando Cazuza cantou...


“eu quero a sorte de um amor tranquilo”,
 acho que já previa quão raro é um sentimento assim.
Quase uma loteria. Mega-Sena acumulada.
 Jogamos todas as fichas,
depositamos até o dinheirinho do “pão francês,
 se for preciso, confiantes de que,
agora sim, vamos acertar.
Arquitetamos cada parte do “e foram felizes para sempre”,
mesmo antes de conhecer o resultado.
Mesmo desconhecendo o amanhã.
Amar é mesmo raro e, com raras exceções,
 sempre vale o investimento.

 Fernanda Gaona

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