quarta-feira, 25 de maio de 2011

Depois dos 30, continuamos errando.


Continuamos não sabendo. Continuamos esperando.
Mas, pelo menos, temos uma breve idéia
de onde queremos chegar. Não é fácil, eu admito.
Existe uma pressão no mundo
para que você se torne uma coisa:
GENTE GRANDE.
Aí, meu querido, começa a batalha...
Você TEM que ter um diploma, uma carreira,
 um namorado, um casamento,
um filho, um cachorro.
(Mesmo que não seja a lista dos sonhos de sua vida).
 Você tem que cortar o cabelo, tirar o piercing,
encompridar a saia, comprar um biquíni maior,
aposentar suas calças rasgadas e blusas de banda.
(Apesar de achar seu novo "eu" um tanto demodê)...

Mas criança grande que sou,
ainda acho os 30 são a melhor coisa do mundo.
Que se danem as contas,
as rugas e demais amolações.
As paranóias dos 20 (finalmente!) acabaram.
Agora você é um ser sublime e sem espinhas.
E - digam o que quiserem!
 - você nunca mais vai morrer de amor.
INVENÇÃO MINHA?
Não, acho que não.
Depois dos 30, a gente sofre com mais dignidade.
A gente sabe que toda dor passa.
E entende que
 - tirando a morte e a lei da gravidade -
tudo tem conserto".


Fernanda Mello

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